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24 de abril de 2023

Judenfrei grita-se ódio em Berlim

 




Casa Comum, 31 de Agosto de 1943
Cara amiga

Judenfrei gritaram os nazis em Berlim. Livre de judeus quiseram eles dizer, para designar uma área livre da presença de judeus, na sua perseguição doentia cuja verdadeira história de horror ainda há-de ser feita.

Não foi em Berlim a primeira vez que se ouviu este grito de ódio, que já se ouvira em Gelnhausen, em 1 de Novembro de 1938 por propaganda do jornal Kinzigwacht após terem fechado as sinagoga e os judeus forçados a deixar a cidade.

Muitos judeus tentaram fugir para Portugal, Salazar contudo temendo represálias do Terceiro Reich, começou logo em 1941 a impor restrições crescentes à entrada de judeus, particularmente no tocante a concessão de vistos, que hoje são praticamente impossíveis de obter.

A partir de 1942, sabemos que o governo determinou a internamento em zonas específicas (Caldas da Rainha, Ericeira, Figueira da Foz e Curia) de todos os estrangeiros que houvessem entrado clandestinamente no país e que a circulação desses estrangeiros para fora destas zonas de internamento é restrita, e só pode ser efectuada com permissão da PVDE.

No dia 10 de Julho passado, as tropas aliadas comandadas pelo general Patton,(na foto), desembarcaram na Sicília, iniciando os combates da força aliada no continente europeu, os meu desejo é que possamos brevemente gritar NAZIFREI.

A censura prévia já existia oficializada desde 1933, e em 1936, a Direcção dos Serviços de Censura passou a intervir na fundação, circulação, distribuição e venda de publicações, nomeadamente estrangeiras, que contivessem matérias cuja divulgação não fosse permitida em publicações portuguesas e agora no final de Agosto, clarifica-se que a sujeição aos Serviços de Censura é obrigatória também para as editoras de livros e de quaisquer outras publicações.

Segundo o articulado da lei, os “transgressores” poderão ser penalizados com uma multa até 200.000$00, suspensão até 180 dias, ou mesmo supressão e encerramento temporário ou definitivo da empresa.

A isto chama-se evolução pelo menos no que à repressão diz respeito.

Fátima, Terra de Fé de Brum do Canto estreou no Eden e é patente que este filme foi feito a pensar num êxito de bilheteira à custa da exploração do fenómeno Fátima e neste caso uma verdadeira lástima.

Bons actores de teatro como António Palma, Armando Chagas, Barreto Poeira ou Beatriz de Almeida falham clamorosamente quando fazem cinema, sobretudo quando se tratam de filmes dramáticos, reconheçamos que não sendo em algumas comédias o cinema português falha por manifesta falta de qualidade.

Anuncia-se para o mês que vem a estreia doutro drama, este de António Lopes Ribeiro e naturalmente pela razões acima referidas não me traz grande esperança.

Esperemos então pelo Amor de Perdição. 


Tenho também que destacar a luta dos assalariados agrícolas. Greve que começou no Alentejo e no Ribatejo, mas que começa a espalhar-se por outras zonas do País.

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