
Ando a prometer-lhes o Tico-Tico,na Av 31 de Janeiro na esquina com a da Igreja, há imenso tempo, onde se come provavelmente o melhor bife de Lisboa, acompanhado por um molho especial de primeira, cavalgado pelo respectivo ovo.
Há muito mais coisas para comer, mas nada melhor que aquele bifinho comido no fim do jogo, eram 10 e meia da noite, a acompanhar a respectiva vitória do Sporting, para aconchegar, antes do regresso a Portimão.
Como lá tinha ido no pasado domingo dia 11, logo me lembrei que o próximo almoço de sexta-feira seria ali, pois a lista é variada, mesmo que não gostem de bife.
Nenhum deles conhecia o Tico-Tico, nem conheciam o jovem amigo, meu vizinho no Alvalade XXI,que levei ao almoço, o Júlio César para os bloguistas mais próximos, nada mais que o Imperador, feliz esposo da sua Cleópatra e futuro pai dum jovem leãozinho que vem a caminho.
-Internet ?! Aqui como o Luís que passa a vida de volta do computador ?- atacou de imediato o Silva- eu também vou nessa, mas não ando por lá a perder tempo, com bloguinhos de merda, a escrever sobre história e a mandar beijinhos em seco a gajas que não conheço de lado de nenhum.
Para mim internet e blogues são terreno para caçar onde pelo menos, já manjei meia dúzia de gajas.
E você como é ? Alinha aqui pelo estilo do tótó Maia, ou anda lá para caçar ?.
-Calma lá ó António disse eu, não condeno o facto de se andar a caçar na internet, como tu dizes, os métodos que usas é que eu condeno.
-Aqui não há métodos bons nem mau, há gaja no papo, ou tótós a vê-las, passar não acha ó Júlio César ?-interrompeu o Silva -
Podem-me tratar por JC,é mais fácil para todos.
Mas realmente não posso concordar consigo António,os métodos não são todos iguais,nem as gajas são todas iguais.
Eu sou blogguer há pouco mais de 1 ano,e por incrível que pareça foi através da net que conheci a única mulher que até hoje me deixou ko,e nem andava à caça.Aconteceu naturalmente,nada foi premeditado.
A meu ver, acho que a blogosfera tem de tudo um pouco,sejam homens ou mulheres,e que como tal devem ser tratados de maneira diferente.Não condeno quem ande à caça delas na net,mas não concordo que se tratem todas da mesma maneira.
Há mulheres que não merecem ser tratadas como muitas são,como lixo.
De facto não ando na net à caça de gajas,pois como vos disse,já "cacei" a minha(falo entre aspas),porque até acho que foi ela que me caçou a mim.
Eu prefiro ser tótó e vê-las passar.Estou bem como estou.
Mas ó António,desculpe lá perguntar.Mas você para tratar as mulheres todas da mesma forma,alguma lhe ficou atravessada,não?
-Atravessada não ficou nenhuma- replicou o António- não vou dizer-lhe, que papei tudo o que queria, algumas não quiseram, outras não tiveram oportunidade, que é uma forma de se ser fiel ao marido.
Digo-lhe contudo é que nesta coisa, da luta pela cama, não há regras de bom tom, tudo é válido, cada um jogue como pode e quem for mais forte ganha. Não há mulheres que mereçam mais ou menos do que outras
-Pois eu por mim, já fui casado, divorciei-me e francamente não julgo que o volte a fazer, acho que casar para mim foi uma experiência infeliz, um erro que cometi uma vez e não espero repetir segunda vez-comentou o Carlos Barbosa um pouco extemporaneamente.
-És um descrente nas segundas oportunidades ? Ou talvez consideres que a espécie humana não se fez para ser monogâmica ou heterossexual ?-perguntou o Henrique- Que grande seca estamos a dar aqui ao JC, para primeira vez que aparece.
-Nada de seca.A conversa está bastante interessante e tem pano para mangas,pois todos temos maneiras diferentes de pensar.-disse o JC.
Ja fui casado 4 anos que para mim foi um verdadeiro inferno.Acho que me arrependi logo no dia que casei.Podem rir-se,mas é a mais pura verdade.
Andei 4 anos a ganhar coragem para acabar com aquela farsa,e nunca consegui,por comodismo,por pena,sei lá.
Quatro anos depois apaixonei-me por uma mulher que nunca tinha visto,mas com quem já falava por telefone e net há uns 2 anos.
Um dia decidimos conhecer-nos,porque sabíamos que no fundo já estávamos caídos um pelo outro e no dia que nos vimos pela primeira vez,tive a maior certeza da minha vida.
Ela ficou grávida nessa noite,eu saí de casa 2 dias depois de tudo ter acontecido. Entretanto passaram-se outras coisas e em Fevereiro de 2006,cerca de 2 meses depois,embarcamos na nossa maior aventura e fomos viver juntos.
Já passaram 2 anos e a cada dia que passa, estou cada vez mais KO ,dominado,chamem-lhe o que quiserem,mas nunca amei um mulher assim.
Se Deus quiser no próximo mês,ou antes,nunca se sabe,vou ser pai de novo,desta vez um puto que vem a caminho e mais um leãozinho sem sombra de dúvida.lolol
Está tudo esbugalhado a olhar para mim porquê? Não acreditam que alguma vez um homem se apaixone perdidamente assim por uma mulher? Ou é a nossa história de vida que vos deixa de boca aberta?
Foi tudo muito rápido,foi um risco que corremos,mas o que é que na vida, não é um risco?Há riscos que vale a pena correr,não acham?
Falando por mim,e respondendo à pergunta que o Henrique fez ao Carlos,é possível sim,ser-se feliz num segundo casamento,mesmo que o primeiro tenha sido um pesadelo.
Se calhar o António não pensa como eu,esse sorrisinho não engana
Então e vocês? Que me dizem a tudo isto que vos contei?
-Não poderia estar mais de acordo contigo JC, -asseverou o Henrique-eu sei como uma mulher pode transformar a nossa vida e como no meu caso mais de que tudo, a deixou em suspenso, à espera que nos possamos reconciliar eu e ela com a nossa consciência.
-Consciência, consciência, isso é machismo digo-vos eu- atalhou o António Silva- porque machismo é considerar que somos os seres superiores e que elas não têm a capacidade de decidir o que é bom ou mau para si próprio, se querem ou não ir para a cama comigo, sem compromissos de parte a parte.
-Eu concordo com o que JC, nos disse e percebo o que nos quis dizer acerca do "risco" que entendeu correr com a sua Imperatriz- concluiu o Alfredo- afinal que interessam os grandes projectos para o futuro ? o que é importante é o amor que se vive hoje.
-Pois é verdade meus caros como dizia o poeta do amor , Vinicius de Moraes
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Concluí eu filosoficamente , a título de fecho de almoço, já que alguns de NÓS precisavam de ir trabalhar de tarde, para contribuir para a manutenção da minha reforma.
Todos nos despedimos do JC, com a certeza que um dia destes vamos gostar muito de o voltar a encontrar num outro almoço qualquer por aí.
Nota : Este encontro ao almoço, teve a participação do nosso amigo Júlio César co-autor com a sua Imperatriz, do blogue Páginas da nossa vida, a quem agradecemos (incluo a Minucha) a simpática colaboração, destacada integralmente ao longo do texto, a encarnado.
Como lá tinha ido no pasado domingo dia 11, logo me lembrei que o próximo almoço de sexta-feira seria ali, pois a lista é variada, mesmo que não gostem de bife.
Nenhum deles conhecia o Tico-Tico, nem conheciam o jovem amigo, meu vizinho no Alvalade XXI,que levei ao almoço, o Júlio César para os bloguistas mais próximos, nada mais que o Imperador, feliz esposo da sua Cleópatra e futuro pai dum jovem leãozinho que vem a caminho.
-Internet ?! Aqui como o Luís que passa a vida de volta do computador ?- atacou de imediato o Silva- eu também vou nessa, mas não ando por lá a perder tempo, com bloguinhos de merda, a escrever sobre história e a mandar beijinhos em seco a gajas que não conheço de lado de nenhum.
Para mim internet e blogues são terreno para caçar onde pelo menos, já manjei meia dúzia de gajas.
E você como é ? Alinha aqui pelo estilo do tótó Maia, ou anda lá para caçar ?.
-Calma lá ó António disse eu, não condeno o facto de se andar a caçar na internet, como tu dizes, os métodos que usas é que eu condeno.
-Aqui não há métodos bons nem mau, há gaja no papo, ou tótós a vê-las, passar não acha ó Júlio César ?-interrompeu o Silva -
Podem-me tratar por JC,é mais fácil para todos.
Mas realmente não posso concordar consigo António,os métodos não são todos iguais,nem as gajas são todas iguais.
Eu sou blogguer há pouco mais de 1 ano,e por incrível que pareça foi através da net que conheci a única mulher que até hoje me deixou ko,e nem andava à caça.Aconteceu naturalmente,nada foi premeditado.
A meu ver, acho que a blogosfera tem de tudo um pouco,sejam homens ou mulheres,e que como tal devem ser tratados de maneira diferente.Não condeno quem ande à caça delas na net,mas não concordo que se tratem todas da mesma maneira.
Há mulheres que não merecem ser tratadas como muitas são,como lixo.
De facto não ando na net à caça de gajas,pois como vos disse,já "cacei" a minha(falo entre aspas),porque até acho que foi ela que me caçou a mim.
Eu prefiro ser tótó e vê-las passar.Estou bem como estou.
Mas ó António,desculpe lá perguntar.Mas você para tratar as mulheres todas da mesma forma,alguma lhe ficou atravessada,não?
-Atravessada não ficou nenhuma- replicou o António- não vou dizer-lhe, que papei tudo o que queria, algumas não quiseram, outras não tiveram oportunidade, que é uma forma de se ser fiel ao marido.
Digo-lhe contudo é que nesta coisa, da luta pela cama, não há regras de bom tom, tudo é válido, cada um jogue como pode e quem for mais forte ganha. Não há mulheres que mereçam mais ou menos do que outras
-Pois eu por mim, já fui casado, divorciei-me e francamente não julgo que o volte a fazer, acho que casar para mim foi uma experiência infeliz, um erro que cometi uma vez e não espero repetir segunda vez-comentou o Carlos Barbosa um pouco extemporaneamente.
-És um descrente nas segundas oportunidades ? Ou talvez consideres que a espécie humana não se fez para ser monogâmica ou heterossexual ?-perguntou o Henrique- Que grande seca estamos a dar aqui ao JC, para primeira vez que aparece.
-Nada de seca.A conversa está bastante interessante e tem pano para mangas,pois todos temos maneiras diferentes de pensar.-disse o JC.
Ja fui casado 4 anos que para mim foi um verdadeiro inferno.Acho que me arrependi logo no dia que casei.Podem rir-se,mas é a mais pura verdade.
Andei 4 anos a ganhar coragem para acabar com aquela farsa,e nunca consegui,por comodismo,por pena,sei lá.
Quatro anos depois apaixonei-me por uma mulher que nunca tinha visto,mas com quem já falava por telefone e net há uns 2 anos.
Um dia decidimos conhecer-nos,porque sabíamos que no fundo já estávamos caídos um pelo outro e no dia que nos vimos pela primeira vez,tive a maior certeza da minha vida.
Ela ficou grávida nessa noite,eu saí de casa 2 dias depois de tudo ter acontecido. Entretanto passaram-se outras coisas e em Fevereiro de 2006,cerca de 2 meses depois,embarcamos na nossa maior aventura e fomos viver juntos.
Já passaram 2 anos e a cada dia que passa, estou cada vez mais KO ,dominado,chamem-lhe o que quiserem,mas nunca amei um mulher assim.
Se Deus quiser no próximo mês,ou antes,nunca se sabe,vou ser pai de novo,desta vez um puto que vem a caminho e mais um leãozinho sem sombra de dúvida.lolol
Está tudo esbugalhado a olhar para mim porquê? Não acreditam que alguma vez um homem se apaixone perdidamente assim por uma mulher? Ou é a nossa história de vida que vos deixa de boca aberta?
Foi tudo muito rápido,foi um risco que corremos,mas o que é que na vida, não é um risco?Há riscos que vale a pena correr,não acham?
Falando por mim,e respondendo à pergunta que o Henrique fez ao Carlos,é possível sim,ser-se feliz num segundo casamento,mesmo que o primeiro tenha sido um pesadelo.
Se calhar o António não pensa como eu,esse sorrisinho não engana
Então e vocês? Que me dizem a tudo isto que vos contei?
-Não poderia estar mais de acordo contigo JC, -asseverou o Henrique-eu sei como uma mulher pode transformar a nossa vida e como no meu caso mais de que tudo, a deixou em suspenso, à espera que nos possamos reconciliar eu e ela com a nossa consciência.
-Consciência, consciência, isso é machismo digo-vos eu- atalhou o António Silva- porque machismo é considerar que somos os seres superiores e que elas não têm a capacidade de decidir o que é bom ou mau para si próprio, se querem ou não ir para a cama comigo, sem compromissos de parte a parte.
-Eu concordo com o que JC, nos disse e percebo o que nos quis dizer acerca do "risco" que entendeu correr com a sua Imperatriz- concluiu o Alfredo- afinal que interessam os grandes projectos para o futuro ? o que é importante é o amor que se vive hoje.
-Pois é verdade meus caros como dizia o poeta do amor , Vinicius de Moraes
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Concluí eu filosoficamente , a título de fecho de almoço, já que alguns de NÓS precisavam de ir trabalhar de tarde, para contribuir para a manutenção da minha reforma.
Todos nos despedimos do JC, com a certeza que um dia destes vamos gostar muito de o voltar a encontrar num outro almoço qualquer por aí.
Nota : Este encontro ao almoço, teve a participação do nosso amigo Júlio César co-autor com a sua Imperatriz, do blogue Páginas da nossa vida, a quem agradecemos (incluo a Minucha) a simpática colaboração, destacada integralmente ao longo do texto, a encarnado.