
Desta vez vieram eles a Portimão.
Também mereço que venham almoçar comigo, já que amanhã vou eu com eles para Lisboa. Imperiosas acções leoninas, exigem a minha presença no domingo lá em cima na capital.
Aqui, é imprescindível leva-los ao Pipo, o melhor restaurante em termos de qualidade, cá da cidade onde o mestre Albano, dá cartas na cozinha.
Quem sabe o que é bom, aprecia com certeza, sardinhas albardadas com arroz de ligueirão e todos fomos nisso menos o Barbosa, que é parvo e vem ao Algarve comer bife.
O Henrique continua nas nuvens, por um lado atravessando o deserto da sua solidão momentânea já que a sua relação com a Mafalda, por decisão de ambos, estava suspensa, por outro lado a leveza de se sentir verdadeiro e de bem consigo próprio.
Constatamos que, passados tantos anos de amizade, neste momento só o Alfredo, tinha mulher a quem justificar esta escapada a Portimão, todos os outros estavam por um motivo ou outro libertos de compromissos, verdadeiramente eu não conto porque estou a jogar em casa.
-Outro dia referiste uma tal Teresa, julguei que estivesse a viver com ela-indaguei o Silva, sob pena de "arquivar" o pseudónimo de inocente.
-A Teresa ? Não, não vivo com ela, nem com nenhuma. Não me apetece prender-me a ninguém, levar com a sogra, mais a família toda, os almoços ao domingo e as porras das tias abelhudas a meter o nariz, na nossa vida, eh pá já tive disso mas curei-me, nada de prisões que gajas agora é mato-disse o Silva
-Sempre foi, porque é que é melhor agora ?- questionou o Barbosa, enquanto molhava o pãozinho no ovo estrelado, que cavalgara o seu bife da vazia.
-É a internet malta, a internet é uma mina-brilharam os olhinhos do Silva-é tiro e queda, rebéu béu pardais ao ninho e pimba, cama com elas.
-Já ouvi falar chama-se sexo virtual-arriscou o Alfredo, que em termos tecnológicos é verdadeiramente rombo.
-Qual virtual qual quê. Tens é que atacar mansinho-disse o Silva- vais metendo umas buchas nos comentários, dos blogues das gajas, coisa boa moralista e "santificada", tipo anjinho bom, sacas um ou outro poema que vais pescando, em blogues doutros tótos e frases de gajo certinho. Depois passas a incompreendido e solitário, podes sempre carregar as tintas com uma doençazita ou tua ou de alguém próximo, que as gajas deitam-se logo no primeiro encontro.
-Eh pá tu fazes cada coisa. é preciso ter lata, mas usas o teu nome nesses comentários ?-insistiu o Barbosa.
-Não é preciso, sabes que me chamo António de Salvador Silva, basta por António de S.S e pronto dá para tudo-ripostou o Silva- depois de as ter comido, quero lá saber que fiquem a saber o meu nome.
-Falando em comer, já estamos na sobremessa e ainda não falámos doutra coisa, só gajas, porra,-disse eu-estou como outro que diz "há mais vida para além das gajas".
Um deste dias proibi-mo-nos de falar de gajas num almoço, só para experimentar a sensação.
-Eh pá quando for assim avisa, que é para eu não vir, já não falamos de futebol nem de política, para não nos chatearmos, vocês de carros não percebem nada, então falamos de quê ?-indagou o António com alguma apreensão.
Fez-se um silencio pesado, acho que não quisemos admitir as nossas limitações.
Também mereço que venham almoçar comigo, já que amanhã vou eu com eles para Lisboa. Imperiosas acções leoninas, exigem a minha presença no domingo lá em cima na capital.
Aqui, é imprescindível leva-los ao Pipo, o melhor restaurante em termos de qualidade, cá da cidade onde o mestre Albano, dá cartas na cozinha.
Quem sabe o que é bom, aprecia com certeza, sardinhas albardadas com arroz de ligueirão e todos fomos nisso menos o Barbosa, que é parvo e vem ao Algarve comer bife.
O Henrique continua nas nuvens, por um lado atravessando o deserto da sua solidão momentânea já que a sua relação com a Mafalda, por decisão de ambos, estava suspensa, por outro lado a leveza de se sentir verdadeiro e de bem consigo próprio.
Constatamos que, passados tantos anos de amizade, neste momento só o Alfredo, tinha mulher a quem justificar esta escapada a Portimão, todos os outros estavam por um motivo ou outro libertos de compromissos, verdadeiramente eu não conto porque estou a jogar em casa.
-Outro dia referiste uma tal Teresa, julguei que estivesse a viver com ela-indaguei o Silva, sob pena de "arquivar" o pseudónimo de inocente.
-A Teresa ? Não, não vivo com ela, nem com nenhuma. Não me apetece prender-me a ninguém, levar com a sogra, mais a família toda, os almoços ao domingo e as porras das tias abelhudas a meter o nariz, na nossa vida, eh pá já tive disso mas curei-me, nada de prisões que gajas agora é mato-disse o Silva
-Sempre foi, porque é que é melhor agora ?- questionou o Barbosa, enquanto molhava o pãozinho no ovo estrelado, que cavalgara o seu bife da vazia.
-É a internet malta, a internet é uma mina-brilharam os olhinhos do Silva-é tiro e queda, rebéu béu pardais ao ninho e pimba, cama com elas.
-Já ouvi falar chama-se sexo virtual-arriscou o Alfredo, que em termos tecnológicos é verdadeiramente rombo.
-Qual virtual qual quê. Tens é que atacar mansinho-disse o Silva- vais metendo umas buchas nos comentários, dos blogues das gajas, coisa boa moralista e "santificada", tipo anjinho bom, sacas um ou outro poema que vais pescando, em blogues doutros tótos e frases de gajo certinho. Depois passas a incompreendido e solitário, podes sempre carregar as tintas com uma doençazita ou tua ou de alguém próximo, que as gajas deitam-se logo no primeiro encontro.
-Eh pá tu fazes cada coisa. é preciso ter lata, mas usas o teu nome nesses comentários ?-insistiu o Barbosa.
-Não é preciso, sabes que me chamo António de Salvador Silva, basta por António de S.S e pronto dá para tudo-ripostou o Silva- depois de as ter comido, quero lá saber que fiquem a saber o meu nome.
-Falando em comer, já estamos na sobremessa e ainda não falámos doutra coisa, só gajas, porra,-disse eu-estou como outro que diz "há mais vida para além das gajas".
Um deste dias proibi-mo-nos de falar de gajas num almoço, só para experimentar a sensação.
-Eh pá quando for assim avisa, que é para eu não vir, já não falamos de futebol nem de política, para não nos chatearmos, vocês de carros não percebem nada, então falamos de quê ?-indagou o António com alguma apreensão.
Fez-se um silencio pesado, acho que não quisemos admitir as nossas limitações.