Estava um dia um homem cavando lentamente, mais olhando o céu que o rego que pretendia abrir, de tal forma que aquilo que deveria ser um pequenino canal por onde a água haveria de brilhar para dourar a terra quando o calor o consentisse, de tão mal feito e com tão pouco carinho, mais parecia o caminho para uma daquelas escorrências com que a Terra por vezes castiga os mortais.
Nem mesmo cantava enquanto erguia o pau com tão pouca convicção que, dir-se-ia, tanto ele como o ferro mais pareciam estar em exercício de alguma forma de dança do que nas duras artes do ganha-pão. E o rosto, os olhos, até o cansaço que revelava nada mais indicavam que a resignação de um destino, nada mais que a resignação de um destino.
Nisto passou um ancião que, depois das saudações e das adivinhações sobre as vontades das nuvens, lhe censurou a pouca disponibilidade que revelava para o trabalho, como quem tivesse esquecido os bons ensinamentos sobre a forma de obter o sustento. Logo ele que tinha bom corpo para a faina.
Mas o ancião que, por ser homem de Fé, tinha por princípio a procura de ser justo, depois de escutar as razões do distraído, fez-lhe as despedidas de acordo com o bonito dos costumes e propôs-se-lhe para falar com outros iguais a ele, igualmente tratados daquela maneira, para que todos juntos se apresentassem a quem lhes assegurava os salários, fazendo-lhe ver de sua justiça que o vigor da enxada dependia à anteriori da riqueza dos alimentos que com ela conseguiam para si e as bocas que tinham para alimentar.
Como esta pequena história acabou não vamos agora dizer, até porque alhures continua, mesmo contra a nossa vontade.
Mas aqueles que a ouvem que lição devem tirar?
Pois muito bem menino Yoshua, quem não manduca não consegue trabucar.
Nem mesmo cantava enquanto erguia o pau com tão pouca convicção que, dir-se-ia, tanto ele como o ferro mais pareciam estar em exercício de alguma forma de dança do que nas duras artes do ganha-pão. E o rosto, os olhos, até o cansaço que revelava nada mais indicavam que a resignação de um destino, nada mais que a resignação de um destino.
Nisto passou um ancião que, depois das saudações e das adivinhações sobre as vontades das nuvens, lhe censurou a pouca disponibilidade que revelava para o trabalho, como quem tivesse esquecido os bons ensinamentos sobre a forma de obter o sustento. Logo ele que tinha bom corpo para a faina.
Mas o ancião que, por ser homem de Fé, tinha por princípio a procura de ser justo, depois de escutar as razões do distraído, fez-lhe as despedidas de acordo com o bonito dos costumes e propôs-se-lhe para falar com outros iguais a ele, igualmente tratados daquela maneira, para que todos juntos se apresentassem a quem lhes assegurava os salários, fazendo-lhe ver de sua justiça que o vigor da enxada dependia à anteriori da riqueza dos alimentos que com ela conseguiam para si e as bocas que tinham para alimentar.
Como esta pequena história acabou não vamos agora dizer, até porque alhures continua, mesmo contra a nossa vontade.
Mas aqueles que a ouvem que lição devem tirar?
Pois muito bem menino Yoshua, quem não manduca não consegue trabucar.