Fazer amor não é “…é estar todos os dias em todas as ocasiões ao lado de quem se ama, segurar a mão quando o outro sofre, sentir que a nossa vida não é nada se um dia ficarmos sós. Fazer amor é tudo isso que se pode fazer e sentir. ”
Fazer amor, para mim, não tem rigorosamente nada a ver com o que Luis Maia diz.
Mas antes de dissertar sobre o que para mim é fazer amor, gostaria de dizer que estou completamente de acordo com texto da Isabela, desde que possa inferir que o nosso desejo pode ser igualmente irracional, desalmado, feito de fogo e fúria, de raiva sem objecto e que também pode ser, tão rasteiro, tão cão e tão puro.
Há palavras mais bonitas do que outras, e às vezes nada têm a ver com o seu significado, mas sim com a agressividade do som, com a aspereza.
“Fazer amor” é uma maneira de dizer “ter sexo” ou “fazer sexo”, pelo menos para mim.
É uma questão de socialmente correcto (e aparece-me de imediato um sorriso trocista, porque nem quero acreditar que estou a assumir que sou socialmente correcta), e de maior delicadeza, ou de palavras mais belas e menos agressivas do que sexo.
Por isso, para mim, fazer amor é de certeza fazer ou ter sexo.
Nada tem a ver com o pegar da mão, ou coisa do género.
“Sexo é outra coisa e acho óptimo que nunca se confunda”
Com esta frase, é que me virei do avesso.
Esta frase podia ter sido dita pelo meu avô, que teria agora mais de cem anos.
É uma frase altamente machista.
Amor é dar a mão ao ser amado, quando ele sofre, é estarmos ao pé dele em todas as ocasiões, é sentirmos que a vida nada vale se ficarmos sem ele…… mas SEXO, é para ser feito com outra, que não seja a de todos os dias, foi a elação que tirei, poderá não estar correcta, mas foi o que de imediato associei , mal li esta frase
Fazer amor, sem amor, é talvez o sexo de que o Luís Maia fala. Aquele que se faz com outra, aquele que não se faz com a mulher.
Por isso, também não é egoísta, nunca o poderia ser.
Porque ao desejo do homem de tal maneira intenso, corresponde o desejo da mulher de igual intensidade e é nessa troca de prazeres, de intensidades, de paixões e de amores, que se perde o egoísmo.