
Realmente o Natal é uma data especial, tem qualquer coisa, nem que seja o peso da tradição, da nossa educação apostólica romana, que marcou profundamente a minha geração.
Talvez a tendência seja para que gerações futuras, passem a cuidar menos desta data, talvez o consumismo o faça, não sei nem me apetece agora análises profundas sobre essa matéria.
É Natal e pronto, mesmo que se não queira, tenho a certeza que felizes ou mais tristes, todos temos histórias ligadas ao Natal, recordações, umas difusas, outras mais nítidas, mas que ficam dentro de nós para toda a vida. Isso acontece porque é Natal.
Eu tenho muitas ligadas a essa quadra, mas recordo sempre, talvez a mais triste para mim e a que me deu uma das maiores lições da minha vida, hoje já um pouco cheia.
O meu primeiro Natal pobrezinho, do muitos que se seguiriam depois. O Natal da transição duma criança, que em anos anteriores tinha tido tudo e nesse ano pela primeira vez não teve nada.
Não foi porém esse o drama mais importante, ser pobre era a realidade mais ampla dos Natais da maioria das pessoas no tempo de Salazar, eu passei a ser, apenas mais um.
O grande desgosto, foi o facto da minha mãe, ter que me dizer que o Pai Natal não existia. Não foi por eu ter sido especialmente mau, que o Pai Natal não se lembrara de mim, era somente porque éramos pobres.
Tenho ainda hoje a consciência, que o desgosto não foi o não ter tido nenhum brinquedo, foi ter-se-me acabado o sonho de acreditar que o Pai Natal existia.
A todos os que por aqui passarem, em especial ao sócios cá do condomínio, deixo os votos do melhor Natal possível e os desejos que, no Ano que vêm o PODER emende a mão e comece a pensar que é tempo de devolver ao nosso povo, tão desprezado, a dignidade que insistem em tirar-lhe.
Fica também um apontamento dum esboço que fiz, como outros a que chamo de limpeza de pincéis, quando acabo as minhas pintalgadelas a óleo, a este chamei auto-retrato.
Talvez a tendência seja para que gerações futuras, passem a cuidar menos desta data, talvez o consumismo o faça, não sei nem me apetece agora análises profundas sobre essa matéria.
É Natal e pronto, mesmo que se não queira, tenho a certeza que felizes ou mais tristes, todos temos histórias ligadas ao Natal, recordações, umas difusas, outras mais nítidas, mas que ficam dentro de nós para toda a vida. Isso acontece porque é Natal.
Eu tenho muitas ligadas a essa quadra, mas recordo sempre, talvez a mais triste para mim e a que me deu uma das maiores lições da minha vida, hoje já um pouco cheia.
O meu primeiro Natal pobrezinho, do muitos que se seguiriam depois. O Natal da transição duma criança, que em anos anteriores tinha tido tudo e nesse ano pela primeira vez não teve nada.
Não foi porém esse o drama mais importante, ser pobre era a realidade mais ampla dos Natais da maioria das pessoas no tempo de Salazar, eu passei a ser, apenas mais um.
O grande desgosto, foi o facto da minha mãe, ter que me dizer que o Pai Natal não existia. Não foi por eu ter sido especialmente mau, que o Pai Natal não se lembrara de mim, era somente porque éramos pobres.
Tenho ainda hoje a consciência, que o desgosto não foi o não ter tido nenhum brinquedo, foi ter-se-me acabado o sonho de acreditar que o Pai Natal existia.
A todos os que por aqui passarem, em especial ao sócios cá do condomínio, deixo os votos do melhor Natal possível e os desejos que, no Ano que vêm o PODER emende a mão e comece a pensar que é tempo de devolver ao nosso povo, tão desprezado, a dignidade que insistem em tirar-lhe.
Fica também um apontamento dum esboço que fiz, como outros a que chamo de limpeza de pincéis, quando acabo as minhas pintalgadelas a óleo, a este chamei auto-retrato.